Chegando em Amsterdã

Cheguei na Inglaterra na sexta-feira e na segunda-feira, ainda meio atrapalhada com o fuso horário,  embarquei para Amsterdã. O motivo dessa ansiedade? Realizar um desejo de criança… há muitos anos sonho com Keukenhof (o parque das tulipas) e como ele fica aberto apenas 8 semanas por ano, eu não quis deixar para depois. (É sempre bom evitar os imprevistos!).  Além de visitar o parque, eu tinha outra grande missão: conversar com o Daniel Duclos, do Ducs Amsterdam, para conhecer um pouco mais do trabalho dele como idealizador, escritor e “manager” do blog e de outras plataformas que vieram a reboque. Essas conversas fazem parte de um capítulo importante da minha tese, que tem como principais atores as viagens, os viajantes, a comunicação e as tecnologias.

Como estou passando um tempo para pesquisa e estudos em Ibstock, uma cidadezinha muito pequena na região central da Inglaterra, peguei um vôo da Flybe (único disponível e, felizmente, com um bom preço) desde o aeroporto de East Midlands. Apenas uma horinha em um avião turbo-hélice, com cerca de 80 lugares, e lá estava eu no aeroporto de Schipol. Ainda nos céus, quando estávamos quase chegando, fui presenteada com uma linda vista (bastante parecida com a da imagem abaixo) dos coloridos campos de tulipas situados próximos a Amsterdã.  Eles foram uma bela amostra do que estava por vir.  Ao desembarcar, como estava sem chip internacional, precisei usar o wi-fi do aeroporto, que aliás, funcionou perfeitamente. A partir daí foi só seguir as dicas dos blogs que mencionei no post anterior para chegar ao centro de Amsterdã em apenas vinte minutos.

Campo de tulipas
Campos de Tulipas próximos a Amsterdam – Imagem retirada do Pinterest (https://br.pinterest.com/pin/177892254008038280/?autologin=true)

Embora os blogs descrevam várias opções (ônibus, táxi, trem, transfer), optei pela que parecia ter o melhor custo-benefício: o trem. Não experimentei os outros modais, por isso vou falar da minha experiência com o trem. Comprar o ticket foi muito fácil (e olha que eu nem sempre me dou muito bem com essas maquininhas). Havia apenas uma máquina no local onde você pega as bagagens, mas eu sugiro que você vá até o setor de embarque/desembarque, pois lá você irá encontrar muitas máquinas, um grande centro de informações, um guichê da NS (a empresa que opera os trens na Holanda)  e, se for preciso, gente para ajudar. Aliás, se você fala inglês, o holandês não será um problema.

Vou abrir um parênteses para falar sobre isso, pois foi uma das grandes surpresas da viagem…. Em todos os lugares que passei (aeroporto, estação de trem, museu, loja, restaurante, farmácia) fui cordialmente atendida em inglês e, o mais surpreendente, todas (todas) as pessoas que abordei para pedir informações também me atenderam, muito gentilmente, em… inglês. Eu não sabia que tantos holandeses dominavam a língua inglesa e fui pesquisar um pouco sobre isso quando regressei.  Descobri uma pesquisa feita pela EF, na qual a Holanda ficou em primeiro lugar no ranking que compara as habilidades em inglês de cidadãos de 80 países que não tem o inglês como língua mãe. De acordo com a pesquisa, 90% dos holandeses que realizaram o teste de inglês demonstraram conhecer bem o idioma. Se você quiser ler mais sobre o assunto acesse o blog da EF. O link para acessar a pesquisa também está lá.

Agora, como diz uma postagem do Ducs Amsterdam, a facilidade para por aí. Estamos na Holanda e no supermercado, nos jornais, nos cartazes… tudo está em holandês… Embora seja de 2011, considero esse artigo, escrito pelo Daniel Duclos, bem interessante e atemporal.

Muito bem, então voltemos ao trem. Como eu já mencionei são muitas máquinas amarelinhas espalhadas pelo saguão e operá-las é bem tranquilo.  É só escolher o tipo de viagem (só ida ou ida e volta) e o destino. Mas, atenção! O pagamento só pode ser realizado com moedas ou cartão de crédito.  As máquinas não aceitam notas.  Para ir até a Centraal Station que, como o nome diz, fica bem no centro de Amsterdã, paguei 4,30 euros e mais 1,00 euro pelo cartão (descartável) totalizando 5,30 (one way ticket).  Caso você opte pelo ticket de ida e volta ele sairá por 9,60 euros.

Com o ticket em mãos você deve validá-lo em um dos totens localizados bem próximos as escadas rolantes que levarão você ao subsolo, onde fica a plataforma dos trens.  É muito importante que você faça isso, pois a validação é a comprovação de uso. Em uma das minhas viagens para o aeroporto (fui três vezes), o pessoal da fiscalização entrou no trem. Havia uma pessoa que possuía o ticket, mas que não o havia validado. Eu não fiquei para ver o final da história, mas com certeza se pudermos evitar esse tipo de constrangimento, que muitas vezes gera uma multa, é melhor ficarmos atentos e não esquecermos de validá-lo.

A frequência dos trens é grande e levei apenas vinte minutos para chegar a Centraal Station, uma linda construção no coração da cidade. De lá, o acesso a algumas atrações do centro, incluindo os principais canais, é muito fácil e pode ser feito a pé. Caso você deseje continuar o seu deslocamento através do transporte público, em frente à Centraal Station há uma estação de metro e também estão ali, bem próximos, os pontos de partida dos trams (bondes elétricos) que circulam pela cidade. Para utilizá-los você deverá adquirir um outro ticket e esse é o assunto do próximo post.

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