Lisboa, dia 6: Freeport Lisboa Fashion Outlet e comprinhas na cidade

Estavam chegando ao fim os meu dias em Lisboa e o desejo de comprar uns presentinhos se manifestou.  Foi então que tomei a decisão mais insensata da viagem: ir até o Freeport  Lisboa Fashion Outlet, que fica na vizinha cidade de Alcochete. Descobri que há um ônibus do próprio outlet (chamado Freeport Outlet Shuttle) que faz a rota de ida e volta, partindo da Praça Marquês de Pombal, diariamente, em dois horários: às 10h e às 13h (também há um ponto de partida próximo a praça Martin Moniz). O valor do traslado é de 10 euros e você recebe cupons de desconto para serem utilizados em algumas lojas.

Cheguei à Praça às 9h30min e comprei o ticket num quiosque da Cityrama, que fica bem próximo ao local da partida. O ônibus saiu pontualmente e fez o trajeto em 40 minutos. Na chegada, fomos comunicados que o retorno aconteceria às 16h30min. Caso opte por esse tipo de transporte, você precisará reservar pelo menos 7 horas para realizar sua visita.

Para não ficar cansativo e para que eu não fique apenas me lamentando, vou resumir a minha experiência. O outlet é grande, têm lojas de várias marcas internacionalmente conhecidas, o lugar é agradável, os preços não surpreendem (em função do câmbio desfavorável, muito menos) e a variedade de produtos não é das maiores. Há ofertas legais, mas nada que chegue a “assombrar”. Enfim, acho que o problema não era o outlet, mas eu. Talvez eu não estivesse no clima ou – o que é mais provável – tenha deixado de apreciar o turismo de compras há algum tempo, tanto é que voltei de lá com apenas uma sacolinha.

Na minha opinião, o melhor do passeio foi cruzar a Ponte Vasco da Gama e poder apreciar uma deslumbrante vista do Tejo. Me arrependi muito por não ter ficado em Lisboa e aproveitado ainda mais o que a cidade tem a oferecer.  Mas, caso você goste de compras, dê uma olhadinha na página do Freeport Outlet, leia algumas resenhas em sites especializados e tome sua decisão.

Por falar em consumir, visitei dois shoppings em Lisboa. Conheci o Shopping Vasco na Gama no dia em que fui ao Oceanário. Desembarquei na estação Oriente e, quando vi, já estava dentro do shopping, que tem uma passagem interna que permite chegar até o Parque das Nações. Também fui ao Shopping Colombo, que fica em frente a estação  de metrô Colégio Militar, da qual eu partia e para a qual retornava todos os dias. No Vasco da Gama, passei a maior parte do tempo olhando vitrines. Acabei entrando em apenas uma loja, que vende coisas bem bonitinhas para casa (meu ponto fraco!): A Loja do Gato Preto. Para quem é fã de gatos, existe uma infinidade de louças com estampas dos bichanos. Para quem quer comprar lembrancinhas de Lisboa também há ótimas opções com bons preços. Vejam só que coisinhas lindas… tigelas, canecas, xícaras, pratos, pegadores.

A loja do gato preto
Imagens retiradas do site A Loja do Gato Preto

No Shopping Colombo, fui ao Hipermercado Continente. Comprei algumas garrafas de vinho verde, uns temperinhos para usar na cozinha (conheci e adorei a pimenta piri-piri), algumas comidinhas típicas fáceis de transportar (como as famosas conservas portuguesas) e um queijo da Serra da Estrela (que agora pode ser levado ao Brasil, desde que esteja de acordo com a legislação). Uma matéria da Folha de São Paulo relaciona os produtos que podem e os que não podem ser trazidos, as quantidades e como devem ser transportados.

Produtos portugueses
Imagens retiradas do site do Hipermercado Continente

Por falar em idas ao supermercado, mais uma dica… essa para quem gosta de doces.  Vá ao mercado Pingo Doce – não sei se há nos outros mercados, mas acredito que sim – e procure pelas geladeiras. Dentro delas existe uma preciosidade: os Ovos Moles de Aveiro. Como o próprio nome já anuncia, este é um doce típico da região litorânea de Aveiro, que fica a 250 quilômetros de Lisboa. É feito a base de ovos e açúcar e, como outras delícias europeias, surgiu em lugar que abrigava uma ordem religiosa, o Convento de Jesus de Aveiro. São várias as histórias sobre a origem do doce. Alguns dizem ter sido obra do acaso e outros, fruto de um castigo .

O fato é que a fama do doce já ultrapassou fronteiras há muito tempo. Eça de Queiroz, no capítulo onze de “Os Maias”, se refere a ele como uma delícia internacionalmente conhecida…

Eça
Imagem retirada do site researchgate.net

Caso você deseje conhecer um pouco mais sobre a criação do doce, deixo aqui três referências que achei interessantes: “Uma breve história dos ovos moles”, descrita no site Via Verde; a lenda narrada no site de uma empresa produtora de ovos moles chamada M 1882 (Maria da Conceição da Cruz, Herdeiros) e uma outra história, contada no site do supermercado Pingo Doce – onde adquiri estas gostosuras – que fala da relação entre a produção do açúcar em Portugal e a criação de doces.

ovos mol
Imagem retirada do site do supermercado Pingo Doce

Só tem um problema… os ovos moles precisam de refrigeração para se manterem fresquinhos, então é impossível trazê-los na mala. Mais um motivo para voltar a Portugal.

Quando estava escrevendo sobre as coisas que adquiri, fiquei pensando sobre o desejo, que muita gente tem, de trazer na bagagem alguns produtos locais. Acho que tal desejo é a manifestação da vontade de fazer a viagem permanecer um pouquinho dentro da gente, ou a tentativa de perpetuá-la  nas nossas estantes, através de um guia de viagem, de alguns cartões postais ou de um souvenir, como é o caso da minha sardinha, que adquiri  na loja do Museu do Azulejo.

Sardinha_1

 

 

 

 

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