Primeiras experiências em Amsterdã

Cheguei em Amsterdã pelo aeroporto de Schipol por volta das 16 horas, e  pouco tempo depois, já estava desembarcando na estação Amsterdam Centraal. A partir dali, eu precisava encontrar uma forma de me locomover pela cidade. São muitas as máquinas da GVB, empresa de transportes que atua em Amsterdã e arredores, espalhadas pelo saguão da estação. Você também vai encontrá-las nas estações do metro e dentro de alguns (não todos) ônibus e bondes.

Como eu não tinha tido muito tempo de pesquisar sobre os deslocamentos e roteiros antes da viagem, cometi um pequeno erro, que por sorte, não custou muito caro. Comprei um passe de 24 horas que dá direito a usar ilimitadamente o ônibus, o metro e os  bondes que circulam pela cidade. Na verdade, eu já deveria ter comprado um cartão com validade de 96 horas (4 dias), pois esse era o tempo que eu  iria permanecer em Amsterdã. Os tickets de transporte são vendidos por hora ou dia. Caso você vá utilizar o transporte público,  na maioria dos casos, vale a pena comprar os passes diários (24, 48, 72h…), pois há uma melhor relação custo-benefício. Por exemplo, em abril de 2018, época em que realizei a viagem, o ticket horário (válido apenas por 1 hora), custava 3 euros, enquanto o passe diário, que pode ser utilizado por 24 horas, custava 7,50 euros.

Então, trace o roteiro, veja quantas viagens de transporte coletivo você irá precisar, faça as contas e decida o que é mais vantajoso.  No site da GVB você pode encontrar o valor das tarifas e planejar suas viagens.  É importante ressaltar que esse ticket diário não cobre o trajeto feito entre o centro e o aeroporto de Schipol – escrevi sobre o transporte que utilizei para ir/voltar do aeroporto na postagem  Chegando em Amsterdã. 

Ainda no site da GBV existe uma área dedicada aos turistas onde você irá encontrar muitas informações interessantes e explicações sobre os vários tipos de tickets, formas de chegar aos  locais de interesse na cidade e oportunidades para economizar no transporte. Pena tê-lo descoberto apenas após a minha passagem por lá. Mas, acredito que valha  a leitura.  Caso você queira mais informações, bem em frente a Estação Amsterdam Centraal há um posto de informações turísticas e ao lado funciona um escritório da GVB.

Uma grande vantagem dos cartões de transporte em  Amsterdã é a facilidade e clareza na maneira de utilizá-los. O cartão de 24 horas, vale mesmo por 24 horas (e o tempo passa a contar após a primeira utilização). O que quer dizer que se você utilizá-lo para entrar no metro às 22h de um dia, ele será válido até às 22h do dia seguinte (parece óbvio, mas em outras cidades europeias a coisa não é tão simples assim). Atenção! Como já relatei anteriormente, esta foi a minha primeira passagem por Amsterdã e estou  apenas compartilhando as minhas  escolhas e experiências na cidade.

Com o ticket em mãos, eu estava pronta para começar. Como o final da tarde se aproximava e a temperatura estava propícia para uma caminhada, elegi um roteiro a pé pelos canais. Esse é um passeio muito interessante e agradável sugerido pelo Ricardo Freire no blog Viaje na viagem. Acredito que seja um excelente ponto de partida para quem quer conhecer alguns dos principais pontos turísticos e, de quebra, ter uma ideia de como a cidade está organizada.  Como já estava tarde, e as principais atrações não estavam mais abertas, me contentei em realizar o roteiro sem paradas, apenas me deliciando com as paisagens e com….

….a torta de maçã do  Winckel 43.

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Eu comecei seguindo certinho as indicações…. Saí da estação e cheguei no canal Singel. A partir dali caminhei também pelo Herengracht, o Keizersgracht e o Prinsengracht, os principais canais da cidade. Como marinheira de primeira viagem, fiquei maravilhada com as construções, os canais, os barcos, as bicicletas, enfim, cada um a sua maneira parecia colaborar para formar aquele belo cenário. As vezes eu dava uma escapadinha até uma ou outra das pontes que atravessam e enfeitam os canais,  e voltava ao roteiro original. Fiz isso até chegar a Noodermarkt, uma igreja construída em 1623 e que dá nome a praça que a cirucunda. Se você prestar atenção, em uma das esquinas, há uma casa onde o entre e sai é frequente. Trata-se do  Winkel 43 o restaurante que serve a famosa (e saborosa) torta de maçã, considerada por muitos,  a melhor de Amsterdã. Caso você deseje, também estão no menu sanduíches, snacks, quiches, opções vegetarianas, sopas e outros tipos de  pratos quentes. Também descobri que eles servem “Bitterballen”, um típico bolinho frito holandês recheado com carne.  Embora eles tenham um menu com muitos pratos, os trinta minutinhos que fiquei lá dentro foram suficientes para perceber que o carro chefe da casa é mesmo a “Appeltaart”, pedido de 9 em cada 10 dos frequentadores que estavam no local.

Saí dali e já estava anoitecendo. Eu nem me dei conta, mas já eram quase 21 horas. Passei em frete a casa/museu Anne Frank e do museu/casa barco. Continuei flanando pelos canais e, quando anoiteceu, fiz meu caminho de volta até a Estação Central.  Os canais iluminados pediam mais algumas fotos e também parei em um supermercado para fazer umas comprinhas para o café da manhã.  Em frente a Amsterdam Centraal, peguei o metro até a parada Wibautstraat, onde estava hospedada. Aliás, usar o metro de Amsterdã é bastante fácil, rápido e muito tranquilo. Fui dormir ansiosa pelo que me esperava no dia seguinte.

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